sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Expectativas inteligentes face à gripe pandémica

Para superarmos razoavelmente a pandemia da gripe é importante preparámo-nos o melhor possível – mas é igualmente fundamental assumirmos expectativas inteligentes.

É possível:

  • Minimizar os efeitos da pandemia de gripe;
  • Contribuir para evitar “picos” epidémicos excessivos que desorganizam a comunidade tornando a acção dos serviços de saúde muito difícil;
  • Evitar a “cidade da gripe”, deprimida, que perdeu a confiança e a auto estima, “derrotada” perante o desafio pandémico;
  • Assegurar um funcionamento de serviços de saúde que corresponda a expectativas razoáveis face às circunstâncias.

É possível:

  • Isolar rapidamente os doentes sem os “excluir”;
  • Proteger os sãos daqueles que foram expostos à infecção;
  • Proteger os mais frágeis do risco de infecção, com a sua colaboração;
  • Assumir comportamentos de distanciamento social, sempre que existam indicações que o vírus circula na comunidade.

É possível:

  • Manter as organizações a funcionar, assegurando a “continuidade do negócio”, adaptando-o às circunstâncias;
  • Tirar partido da crise para inovar processos, procedimentos, serviços e produtos, em todos os domínios.

Não é possível:

  • Evitar a pandemia da gripe;
  • Deixar de experimentar alguns momentos difíceis quando a doença atingir uma incidência elevada;
  • Eliminar totalmente as complicações da gripe, mesmo sabendo que elas se observam habitualmente numa percentagem muito pequena dos casos;
  • Fazer com que, repentinamente, o país, as instituições e as pessoas atinjam a perfeição.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Comunicação Pública 03

Já está disponível a Comunicação Pública 03, do Centro de Análise da Resposta Social à Gripe Pandémica, onde constam os seguintes pontos:

1. Gripe pandémica: evolução em Portugal
2. Conhecimentos, comportamentos e percepções sobre a Gripe pandémica nos colaboradores de um conjunto de organizações empresariais portuguesas com “planos de contingência”
3. Conhecimentos, comportamentos e percepções sobre a Gripe pandémica nos sócios de uma Associação de Diabéticos
4. Planos de contingência e expectativas inteligentes

Acessivel em:

Comunicação Pública 03

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Aparecimento dos primeiros casos com gravidade clínica



Pela primeira vez, numa altura em que o número de casos ultrapassou os 400, observam-se os primeiros 2 casos clinicamente graves, actualmente hospitalizados, no Hospital São João (Porto).

Numa análise publicada no BMJ (Garske, T, et al, 25 de Julho 2009), referente à situação em 10 de Julho, apresentam-se estimações (com um intervalo de confiança de 95%) em relação as “taxas” de fatalidade e hospitalização da nova gripe em diversos países:

Pensa-se que a discrepância entre as Américas e a Europa é atribuível essencialmente às diferenças na estimação do denominador dos rácios (número total de casos). O rápido crescimento do número de casos nas Américas fez com que um número significativo destes casos – possivelmente os de expressão menos intensa – não fosse contabilizado.

Aspectos críticos da evolução da Gripe pandémica em Portugal

Tem aumentado o número de casos sem origem identificada.
Dos 29 casos sem link conhecido, 2/3 referem-se apenas à Região do Algarve.
A semana de 2 a 7 de Agosto totaliza o maior número de casos (157) confirmados em Portugal.

Estes dados indicam que o vírus da Gripe circula no Algarve, apesar de ainda de forma limitada e provavelmente localizada.

Durante o mês de Agosto acentuam-se os fluxos populacionais estivais – situação propícia a “transportar” o vírus da gripe de uma comunidade para a outra. O mesmo se pode dizer dos “regressos a casa” no fim da primeira quinzena de Agosto, no fim do mês de Agosto e no fim da primeira quinzena de Setembro.

Aprender com a experiência dos outros

Nos dias 27 e 28 de Julho, duas equipas técnicas da Direcção-Geral da Saúde visitaram o Reino Unido e a Espanha, no sentido de tirar partido da aprendizagem realizada nestes países no decurso da actual pandemia, para benefício do trabalho em curso no nosso país.

Na evolução da pandemia "vamos cerca de 8 semanas atrás do Reino Unido e Espanha". isto não quer dizer necessariamente que manteremos essa distãncia. mas quer dizer que vamos ter mais algum tempo para nos prepararmos e aprender com a experiência dos outros.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Utilização de máscaras

De acordo com o ECDC (European Centre for Disease Prevention and Control)não existe evidência observacional ou experimental contra ou a favor da utilização de máscaras pelo público, em relação à gripe. O CDC de Atlanta (Centre for Disease Control and Prevention) - EUA - está a patrocinar estudos para obter esclarecimentos neste sentido.

O objectivo de utilizar uma máscara, fora de casa, é reduzir a transmissão do vírus nos locais públicos. Existem discussões consideráveis acerca da eficácia da sua utilização e sobre o tipo de máscaras a recomendar (simples, cirúrgicas, mais complexas, com filtro).

Independentemente de estar definido ou não o tipo de máscara mais eficaz, recomendar e disponibilizar máscaras não é suficiente. São fundamentais alguns conselhos práticos sobre a sua correcta utilização e eliminação.

A má utilização, reutilização de máscaras contaminadas e o ajustamento constante da à face, pode contribuir para contaminar as mãos, aumentando a possibilidade de transmissão do vírus.

Apesar de não existirem ainda recomendações expressas, a máscara poderá funcionar, pelo menos, como uma barreira física contra o vírus. Informação especifica sobre a utilização de máscaras em www.dgs.pt.

É fundamental ter em consideração que utilizar uma máscara tem diferentes significados, de acordo com o contexto e cultura onde nos inserimos. Na nossa sociedade estamos habituados a ver com máscara pessoas doentes. Noutros países, como alguns asiáticos, a máscara é utilizada por pessoas saudáveis, para se protegerem de possiveis contaminações. Ao utilizar máscara, devemos saber em que contexto estamos e explicar o objectivo da utilização, de forma a evitar reacções excessivas por parte dos outros.

É preciso compreender que a máscara não é uma verdadeira forma de protecção, pelo que não deve gerar uma falsa sensação de segurança, que conduza a atitudes e comportamentos que facilitem uma possivel transmissão do vírus. As medidas de protecção indivuidual devem portanto ser mantidas.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Empresas debatem o tema Gripe A

A Associação Empresarial de Portugal organizou no passado dia 21 de Julho uma sessão sobre o tema “GRIPE A (H1N1)V - RESPOSTA DAS EMPRESAS À PANDEMIA” em colaboração com a Administração Regional de Saúde do Norte e com a Autoridade Para as Condições de Trabalho.

Abordaram-se temas como a evolução da situação da Gripe A, suas consequências, planos de contingência das empresas e efeitos da Gripe no absentismo laboral.

A apresentação sobre absentismo laboral, realizada pelo Dr. Miguel Costa, em representação do Centro Local do Ave da Autoridade para as Condições de Trabalho, está disponivel em:

http://www.aeportugal.pt/areas/internacionalizacao/docs/actividades2009/eventos/GripeA/ACT-Absentismo-conferenciaAEP.pdf